POST #6: Expressar nossa essência e o que queremos conquistar

Eu realmente acredito que qualquer pessoa, independente do seu tamanho, tem o direito de vestir modelos de roupas que valorizem o formato de seu corpo, sua personalidade e, assim, contribuam com que aquela imagem reflita o que ela realmente é ou pretende ser.

Ter a consciência que eu tenho hoje sobre isso só foi possível por eu permitir me conhecer melhor, entender o que é importante para mim e assumir minha identidade. E isso não acontece de uma hora para outra. É preciso paciência consigo mesma. E é preciso estar entre pessoas que te queiram bem e que se importem com a relação que temos com nosso estilo e nossa essência.

A Érica Minchin abriu muito meus olhos para essa relação corpo x imagem x essência x estilo x autoconexão. Sua consultoria de moda e imagem me fez passar por situações e reflexões que foram fundamentais para eu enxergar muitas possibilidades e conseguir finalmente dizer ao mundo quem eu sou.

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Clique na imagem para conhecer o trabalho da Érica. Tem bastante conteúdo bacana e super útil!

Eu aprendi que só vou encontrar roupas que me caibam na seção plus size. Mas eu sei que muita gente ainda não aceita essa verdade sobre seus guarda-roupas. Eu era uma delas: insistia em tentar caber em calças apertadas demais, depois me rendi às leggings e peças inteiras de malha, porque eu prometia de pés juntinhos que ainda ia emagrecer e logo voltaria a usar as roupas de antes.

 

É difícil mesmo aceitar que se está engordando, que é preciso desapegar de peças de roupa que você sempre adorou. Mas é muito pior ficar neurótica imaginando que agora você precisa esconder de alguma forma suas gordurinhas mais evidentes. Isso é besteira! Quando eu aprendi a vestir o corpo que eu tenho hoje, eu entendi que toda essa história de me imaginar magra no espelho ou que estar gorda era passageiro e logo eu seria bonita não passavam de truques que só me colocavam para baixo e me impediam de seguir em frente, confiante.

Aconselho que você leia isso aqui!

Hoje eu consigo agir de forma muito mais racional sobre a imagem que eu quero passar: posso ser profissional, mas acrescentar aquela pitada criativa; posso ser madura, mas acrescentar bom humor. Entendem?

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Este é meu corpo. E ponto final! Foto: Felipe Mariano

Não foi necessário ouvir o tipo de coisa como “emagreça para caber nas roupas que você quer”. Eu ouvi que minhas roupas deveriam ser minhas aliadas, que minhas compras deveriam ser conscientes e direcionadas ao que me veste bem. Nada do contrário.

 

Sei que muitas mulheres devem ter a mesma dificuldade que eu tive (e ainda tenho, não sou nenhuma especialista). Então, quero propor aqui um exercício para treinarmos juntas: vou expor looks para gente analisar o que eles querem dizer sobre a gente. Não quero apenas criar um papo de moda, quero aprofundar um pouco nosso entendimento sobre como minha expressão me ajuda nas minhas relações profissionais, como eu consigo paquerar com mais segurança, como eu devo me portar nos almoços de família, como eu consigo representar a força que existe dentro de mim, mas eu insisto em reprimir. Tudo com orientação da Erica, claro!

Vem comigo? Comente o que achou da ideia!

 

POST #5: Moda integradora. Será?

Há algum tempo, participei de uma seleção para modelo de prova. Fiquei realmente surpresa com a atenção e a gentileza com que o pessoal da agência, que selecionava as meninas, e o cliente final, uma grande rede varejista de moda e artigos para o lar, trataram as modelos. Eu não sei se isso se deve à valorização das mulheres que vestem números maiores que 38/40 ou se simplesmente tive sorte de encontrar pessoas que reagem sem indiferença a essa demanda de vestir todo tipo de corpo.

Eu não fui aprovada no teste, porque meu quadril era maior do que eles procuravam. Mas eu não me chateei com isso, nem um pouco. O mais interessante foi a percepção que tirei da experiência:

  • Estão mesmo investindo na criação de peças que transcendem o limitador 44. Pois, até então, não se podia ser maior que isso.
  • Cada vez mais, mulheres com medidas maiores que o padrão estão interessadas em se vestir bem e se apresentar como elas são, sem a necessidade de ser refém da malha com elastano.
  • Existem, sim, profissionais de moda que se importam em democratizar sua coleções. E mais, há quem já diga que a moda não deve segregar, mas integrar as pessoas.

A gente consegue perceber esse tipo de movimento muito mais forte lá fora, onde já tem gente considerando abolir o uso do rótulo “plus size”. Por aqui, apesar de meu quadril ainda ser considerado grande demais para produzir calças e saias em maior escala, já consigo me animar com a evolução e, diria também, com a humanização dessa relação de grandes marcas com mulheres maiores e mais curvilíneas.

 

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Nunca fui muito fã de garimpar roupa em fast fashion, mas hoje consigo passear por algumas delas e dar uma olhadinha nas araras sem ficar pensando “nunca terá nada para mim!”. Tanto que voltei à Pernambucanas, a loja onde fui fazer o teste de modelo de prova, e adorei a lingerie que encontrei por lá. São peças boas, bonitas e baratas. Neste sutiã, paguei R$34,90.

É claro que o mercado de moda plus size no Brasil precisa se fortalecer, mas hoje já consigo ver muito mais possibilidades do que via há alguns anos. E acredito que a tendência é este cenário só melhorar, já que a procura é vasta, exigente e bastante crítica.

 

POST #4: O Palco do #POPPLUS

O Pop Plus não é só um evento de moda. Ele cria o cenário perfeito para pessoas – que sempre se sentiram deslocadas e julgadas por conta do formato de seus corpos, serem autênticas e se sentirem acolhidas. Foi exatamente assim que me senti, quando fui pela primeira vez ao “bazar”. Estava sorridente, encantada com a quantidade de mulheres lindas… Eu me senti em fazendo parte de algo muito bacana. E estava lá expondo alguns doces (depois conto desse meu lado empreendedor).

Mas a 13ª edição do Pop Plus foi ainda mais mágica para mim. O sentimento bom era ainda maior, porque o evento levaria dois dias, estava se mudando para um espaço mais amplo, com localização privilegiada (em plena Avenida Paulista) e teria um palco. O grande palco do Club Homs, onde já vi apresentações de dançarinos que eu admiro muito, aplaudi de pé. E agora era a minha vez de pisar nele.

E levei comigo um time fenomenal, já que a Flavia Durante, organizadora do Pop Plus, me pediu para ajudá-la com a coordenação artística do evento. Entre indicações e contatos caçados, teve dança étnica, hip hop, salsa, dança sensual, samba de gafeira, samba rock, forró, performances drag, dança burlesca, apresentações musicais de rap, canto lírico e k-pop e demonstração de yoga.

 

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ATS
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Sensual
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Zouk
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Hip hop
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Rap Plus Size
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Lucca e eu, nosso duo
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Samba rock
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Maria Cecília
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Burlesco
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❤ Gina, eu e Lucca
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Ritmo latino
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Yoga
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K-pop

Cobertura fotográfica do Robson Leandro. Veja o que rolou no dia 18 e no dia 19. É só clicar!

E o que eu levei de toda essa experiência? Eu entendi que eu não estou mesmo sozinha nessa. Que tem muita gente talentosíssima lutando por seu espaço, mostrando arte de qualidade, mais preocupados com a emoção do que com o físico. Gordos e gordas não servem só para fazer humor (não querendo menosprezar nenhum ator ou atriz desse gênero), mas infelizmente pessoas plus size são mais facilmente associadas à piadas, ao riso, ao anormal. Nos dias 17 e 18 de junho, eu vi força, sexy appeal, alegria, cumplicidade, ritmo, técnica, carisma, libertação. Vi um show no palco. Que emocionou. E também foi aplaudido de pé.

AGRADECIMENTOS MUITO ESPECIAIS

Todo amor do mundo a vocês,

Flavia Durante, da Cena Pop Eventos Criativos, idealizadora do Pop Plus; Wesley Carvalho, da Art Shine Eventos; Clarice Freire, do Gordita Blog; Robson Leandro, fotógrafo do evento; Tata e as mulheres do ATS; Gina Yamamoto; Draga da Quebrada; amigos Natália Corso e Kasuaki Ogura; meu parceiro Fábio Lourenço (de longas datas); Mayna Venturini, a Cherry Pop; meu parceiro (e príncipe) Lucca Yabuta; casal de fotógrafos e “dançadores” Jessica Chamma e Felipe Mariano; meu parceiro Lourival Israel; Nina Fur; Sara e Issa do Rap Plus Size; linda e talentosa cantora lírica Maria Cecília Baumegger; Sky, da Lollaboo e dona do palco, quando o assunto é K-pop; Vanessa Joda e Thaís Mayume, instrutora e praticante de yoga.

A plateia ficou mais bonita com minha mãe, minha tia, minha vó (de 85 anos),as amigas Jéssica Ferraz, Roberta Campos, Thais Soaleiro. E, claro, meu muito obrigada ao namorado, assessor, parceiro, fotógrafo de celular e cinegrafista amador mais maravilhoso do mundo (esse gato de camisa xadrez aqui embaixo).27684875262_94f6da324d_o

Eu ainda estou muito emocionada com o que aconteceu.

Obrigada do fundo do coração!

 

 

 

POST #3: A Dança Na Minha Vida

É muito clara e marcante minha lembrança de infância sobre meu interesse pela dança. Eu não tive chance de aprender a dançar cedo, fui começar mesmo depois de adulta. E foi num momento muito complicado, em que estava realmente perdida sobre minhas expectativas profissionais, de relacionamento e, principalmente, sobre o que eu sentia com relação ao meu corpo.

Comecei indo a bailes de gafieira e observava muito os dançarinos. Eu queria fazer aquilo! Então, decidi fazer aquilo: puxando amigos para dançar comigo, levando muito pisada no pé, depois me matriculando em escolas de dança de salão, frequentando aulas intensivas e workshops, saindo muito para me divertir.

Como aquilo me fazia bem! A dança me transformou numa mulher diferente: muito mais confiante. Descobri mais uma maneira de me expressar e, assim, reconhecer mais e mais quem eu era de verdade. Dançar é um ótimo exercício de autoconhecimento. E a gente sabe que, quando nos conhecemos e extrapolamos nossos limites, percebemos facilmente quais são nossas habilidades, deixamos o instinto agir e, de repente, nos surpreendemos com nossas superações.

Tudo isso num “5, 6, 7, 8”, num “dois para lá e dois para cá”!

E eu continuo me surpreendendo. Logo mais vou fazer o balanço do #PopPlus, o maior evento de moda varejo plus size no Brasil, mas queria só adiantar um fato incrível: o vídeo da apresentação sensual, em parceria com o Fábio Lourenço, já atingiu mais de 13 mil visualizações.

Clica aí na foto para você assistir o vídeo!

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Emoção pura ver como algo em que eu acredito e quero levar para muitas e muitas pessoas, em poucos dias, já chegou ao olhar de muita gente!

Gratidão é pouco.

ESPECIAL *É AMANHÃ E DEPOIS* Dança e música no #Pop Plus

Programação artística do Pop Plus

Olha o privilégio de estar entre tanta gente maravilhosa!13466045_1039294022806377_1244757593624548700_n

Valeu demais, Flávia Durante 🙂

‪#‎PopPlus‬ também é autoestima em forma de música e dança! Veja as super atrações de nosso palco:

SÁBADO 18/06

12h – Gina Yamamoto (drag DJ)
13h30 – Draga da Quebrada (drag DJ)
15h30 – Maria Cecilia Baumegger (cantora lírica)

Dança (a partir das 16h)

ATS com Tata, Karina e Rosana
Sensual com Natália Haidamus e Fabio Lourenço
Dança do Ventre com Nathália Novaes
Dança urbana com Aline Constantino
Gafieira com Natália Corso e Kasu Ogura

17h – Desfile Africa Plus Size Fashion Week Brasil

DOMINGO 19/06

12h – Gina Yamamoto (drag DJ)
13h30 – Rap Plus Size
14h – Gina Yamamoto (drag DJ)

Dança (a partir das 15h30)

Burlesco com Cherry Pop
Duo com Lucca Yabuta e Natália Haidamus
Hip Hop com Nathália Novaes
Performance Nina Fur (drag)
Zouk com Natália Haidamus e Lourival Israel
Samba rock com Jéssica Chamma e Felipe Mariano

17h – DJ Lady Rocker

19h – Show Karla da Silva

Coordenação artística: Natália Haidamus (oui, cést moi!)

 

13º Pop Plus
Data: 18 e 19 de junho (sábado e domingo)
Horário: 10h às 20h
Club Homs (Salão Nobre) – Avenida Paulista ,735
Jardim Paulista – São Paulo/SP
Próximo ao Metrô Brigadeiro (Linha Verde)
Entrada: R$ 5 (somente em dinheiro)

 

POST #2: Minha participação em um encontro de moda

Já dancei em palcos desde 2010. Mas a primeira vez que pisei sozinha nele para uma demonstração de salsa foi há três meses. Era um evento plus size, muita gente curtiu e coisas bacanas aconteceram depois daquela dança. Foi lá que tive o grande prazer de conhecer a Glenda Cardoso, do Curvilíneos.

A convite dela, no último final de semana, participei do Dia do Encontro, no Senai Têxtil e Vestuário. A ideia central do evento era debater sobre empoderamento, diversidade e moda. A autoestima, o respeito e a inclusão foram fortemente representados no discurso de todos os participantes do fashion talk. E eu pude contribuir com a dança e ainda tive minha primeira experiência como modelo de passarela 😀

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Agradecimento especial ao parceiro da vez, Lourival Israel.

 

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Look pop charmoso da Lollaboo.
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As mulheres lindas, talentosas e incríveis que conheci nessa experiência.
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Backstage com professor João Alves, querida Glenda Cardoso, a maquiadora Fabiana Murijo e a estilista da Lollaboo, Sky, à frente. Seguidos pelas “modelos por um dia” Aigel Della, eu, Miza Imaizumi, Clarissa Freire (do Gordita Blog), Maria Cecília Baumegger, Fernanda Maria, Rafaela Moitas e Josy Reis.

Já no evento tive um feedback super bacana sobre as apresentações. É sempre muito bom reafirmar como a dança pode influenciar tão positivamente as pessoas!

 

E aí, o que acharam? Quero saber da opinião de vocês.

 

Saiba tudinho que aconteceu no evento no post da Glê.

Por enquanto, as fotos estão no meu instagram.

Mais na fanpage.

 

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POST #1 – Meu convite: Vamos Ousar!

 

Toda mulher deve ser consciente de suas escolhas, de seu comportamento e da forma como reage às pressões do cotidiano. Mas, e se a gente decidir que a melhor maneira de levar nossas vidas é fugindo dos padrões? Temos todo o direito de sermos donas dos nossos narizes! No meu caso, eu sou dona do meu quadril. E olha que ele garante um rebolado e tanto.

Este projeto aqui é muito importante para mim, porque, por muito tempo, eu lutei contra muitos dos meus valores para tentar me alinhar ao que muitos ainda esperam da gente. E levei muito tempo para descobrir que o mais importante é fazer o que me torna feliz. E, acredite, eu ainda me concentro muito para alcançar esse grande objetivo de vida.

Ser feliz não é apenas ter um sorriso no rosto. Nosso estado de espírito, nossa relação com o corpo, nosso envolvimento em relacionamentos, nosso entendimento de sucesso têm total relação com a nossa felicidade.

Vou compartilhar com vocês minhas experiências e espero conhecer a de vocês também. Prometo me esforçar para não deixar ninguém entediada. Melhor ainda, desafio todo mundo aqui a ousar e descobrir se vale a pena extravasar alguns limites, sejam eles simples ou complexos.

Vamos?

Acompanhe os posts semanais aqui no blog. Os conteúdos serão relembrados na nossa fanpage.